Cardápios para hipertrofia em plataformas digitais
uma análise crítica dos parâmetros nutricionais
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23750124Palavras-chave:
Hipertrofia muscular, Deficiência Nutricional, Nutrição esportivaResumo
Introdução: A hipertrofia muscular requer treinamento de força e nutrição adequada, mas a crescente oferta de cardápios digitais prontos levanta preocupações sobre a qualidade e personalização dessas dietas. Objetivo: Investigar a qualidade dos cardápios disponíveis em plataformas digitais que se apresentam como soluções práticas e acessíveis para aqueles que buscam hipertrofia muscular. Materiais e Método: Trata-se de um estudo transversal, documental e descritivo, baseado em bibliografias de 2014 a 2024. A amostra inclui os cinco primeiros sites do Google com cardápios vinculados a dietas de hipertrofia. Resultados: A análise revelou inconsistências nos cardápios digitais para hipertrofia, com déficit calórico, excesso proteico e desproporção de macronutrientes. Apenas o site D1 apresentou um VET adequado (≈2.945 kcal/dia), enquanto os demais ficaram abaixo do necessário. Três sites atenderam à recomendação de carboidratos (37,49%–56,26% do VET), e quatro apresentaram lipídios dentro do ideal (20%–35%), exceto o D4 (38%). Todos os sites ultrapassaram a recomendação proteica (14,95%–20,6%), variando de 29,3% a 37,9%. Quanto às fibras, um site excedeu o limite de 38 g/dia, registrando 41 g/dia. Esses achados evidenciam a falta de regulamentação e embasamento científico nos cardápios analisados. Conclusão: A análise de cardápios digitais revelou falhas como desequilíbrios nutricionais, falta de personalização, comprometendo a segurança das dietas. Os achados reforçam a importância da supervisão contínua e da adequação individualizada dos planos alimentares.
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