Atuação do enfermeiro em unidade de terapia intensiva frente a pandemia de COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.5281/tr6mer49Palabras clave:
Cuidados de Enfermagem, Coronavírus Relacionado à Síndrome Respiratória Aguda Grave, Unidades de Terapia IntensivaResumen
Introdução: A doença causada pelo vírus SARS-Cov-2, conhecida como COVID-19, gerou impactos catastróficos para a saúde da humanidade. Seu alto grau de transmissibilidade associado ao potencial desenvolvimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave aumentou a demanda por leitos de UTI. Nessa perspectiva, os enfermeiros estão na linha de frente ao combate à doença e prestam assistência 24 horas aos pacientes. Objetivo: Compreender a nova demanda de trabalho dos enfermeiros intensivistas durante a pandemia e as dificuldades encontradas pelos profissionais. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica da literatura, descritiva, exploratória e qualitativa, no período de 2020 a 2021, nas línguas portuguesa, inglesa ou espanhola, com busca nas bases de dados da BVS, PubMed, SciELO, Bireme e órgão oficiais como Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde, através dos descritores: “Cuidados de Enfermagem”, “COVID-19” e “Unidade de Terapia Intensiva”. Foram incluídos 7 artigos para composição dos resultados. Resultados: Os artigos evidenciaram como novas demandas e dificuldades: a falta de leitos de UTI existentes, a necessidade iminente de criação e manutenção de novos leitos, aquisição de novos equipamentos de ventilação mecânica, organização da equipe profissional, falta de enfermeiros com qualificação para trabalhar em UTI, desgaste físico e mental do profissional, sobrecarga de trabalho, desequilíbrio emocional e desgaste psicoemocional, podendo levar ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout, entre outros. Conclusão: É apresentada uma análise sobre a nova demanda e dificuldades encontradas pelos enfermeiros intensivistas, como escassez de recursos matérias e humanos, o desconhecimento frente ao novo vírus e modificações na carga horária de trabalho.